Como os povos antigos representavam a Terra antes da ciência moderna
Como os povos antigos representavam a Terra antes da ciência moderna?
Muito antes da existência de satélites, mapas digitais ou sistemas de navegação por GPS, os povos antigos já sentiam a necessidade de compreender e representar o mundo que os rodeava. A curiosidade sobre a forma da Terra, os mares, os continentes e os céus deu origem a algumas das primeiras tentativas de representação geográfica, os antecessores dos atuais globos terrestres.
Neste artigo, viajamos pela história para descobrir como diferentes civilizações imaginaram e representaram a Terra antes do desenvolvimento da ciência moderna.
As primeiras visões do mundo
Nas civilizações mais antigas, como a mesopotâmica e no Egipto, a Terra era frequentemente concebida como um disco plano, rodeada por água ou sustentada por forças divinas. Estas representações estavam profundamente ligadas à mitologia e à religião, refletindo mais crenças espirituais do que observação científica.
Os mapas babilónicos, por exemplo, mostravam a Terra como um círculo com a cidade da Babilónia no centro, rodeada por regiões desconhecidas e mares míticos. Embora rudimentares, estes esquemas revelam um primeiro esforço de organização espacial do mundo conhecido.
A Grécia Antiga e o nascimento da ideia da Terra esférica
Foi na Grécia Antiga que surgiu uma verdadeira revolução no que diz respeito ao conhecimento do mundo. Filósofos como Pitágoras e, mais tarde, Aristóteles, defenderam que a Terra era esférica, baseando-se em observações como a sombra da Terra durante eclipses lunares.
Um dos marcos mais notáveis foi o trabalho de Eratóstenes, no século III a.C., que conseguiu calcular a circunferência da Terra com uma precisão surpreendente para a época. Esta visão esférica abriu caminho ao desenvolvimento de modelos tridimensionais, uma ideia fundamental para aquilo que hoje conhecemos como globos terrestres.
O primeiro globo terrestre conhecido
O primeiro globo terrestre documentado foi criado por Crates de Malos, no século II a.C. Embora o original não tenha sobrevivido, sabe-se que representava a Terra como uma esfera dividida em zonas climáticas, uma abordagem inovadora para a época.
Esta representação servia como uma ferramenta educativa que ajudava a compreender a relação entre continentes, oceanos e climas, exatamente o mesmo princípio que continua a justificar a relevância dos globos terrestres nos dias de hoje.
A herança romana e o conhecimento preservado
Os romanos herdaram grande parte do conhecimento grego, aperfeiçoando mapas e descrições geográficas para fins administrativos e militares. No entanto, apesar de reconhecerem a esfericidade da Terra, preferiam mapas planos por serem mais práticos para deslocações terrestres.
Ainda assim, a noção de um mundo esférico nunca se perdeu totalmente, sendo preservada em textos e ensinamentos que atravessaram séculos.
O mundo islâmico e a Idade Média
Durante a Idade Média europeia, a representação da Terra sofreu um retrocesso conceptual em alguns contextos, voltando a modelos simbólicos como os mapas “T-O”, onde o mundo era dividido em três continentes.
Em contraste, o mundo islâmico desempenhou um papel fundamental na preservação e avanço do conhecimento geográfico. Geógrafos como Al-Idrisi criaram mapas extremamente detalhados e mantiveram viva a ideia da Terra esférica, influenciando mais tarde o Renascimento europeu.
Do passado aos globos terrestres modernos
Com a Era dos Descobrimentos e o avanço da cartografia, os globos tornaram-se cada vez mais precisos, incorporando novas terras, rotas marítimas e conhecimentos científicos. Os globos terrestres passaram a ser símbolos de saber, exploração e progresso.
Hoje, continuam a ser ferramentas essenciais na educação, ajudando crianças e adultos a compreender o planeta, algo que os povos antigos já procuravam, mesmo com recursos limitados.
Porque os globos terrestres continuam a ser relevantes
A história mostra-nos que representar a Terra sempre foi uma necessidade humana. Desde discos mitológicos até esferas com conhecimento científico, os globos terrestres refletem a nossa evolução intelectual e cultural.
Num mundo cada vez mais digital, o globo mantém um valor único: permite visualizar o planeta como um todo, compreender escalas, distâncias e relações espaciais, exatamente como os pensadores antigos sonhavam fazer.
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